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Cientes de que não se consegue ler a partir da imagem, fizemos sua transcrição abaixo, incluindo a segunda página da entrevista.

R.B. Introdução : Em um novo século, com a sociedade se tranformando no passo da era da informática, problemas que remontam a própria existência humana persistem e, sob um determinado ângulo, se agravam no dia-a-dia do homem moderno. Dentre todas as instituições sociais, nenhuma teve mais transformações que o casamento e sua séria de novas e inusitadas facetas legais, passando até mesmo pelo polêmico projeto da Uniões Civis entre pessoas do mesmo sexo, que tramita no Congresso e pode ser aprovado a qualquer momento. Assim, nós da revista Bastidores, entrevistamos o Dr.Gustavo Bassini Schwartz, renomado advogado capixaba especialista em matéria familiar, autor de uma iniciativa pioneira no país, elogiada internacionalmente, que colocou à diposição da população uma página na internet, elaborada em linguagem simples e descomplicada, onde qualquer cidadão pode tirar suas dúvidas, fazer consultas, ler curiosidades e até decidir pela contratação da equipe do advogado para trabalhar em um caso concreto.

R - Como o Sr. define o Direito de Família?
DR. GUSTAVO- “O Direito de Família é um ramo do Direito Civil que regula as questões familiares. ” Já li uma centena de conceitos sobre Direito de Família e nunca vi um mais completo que este. Simples e objetivo. Na faculdade adquirimos o vício de achar que quanto mais linhas possui um conceito, melhor e mais completo ele é. Isto é uma bobagem. O melhor conceito, a melhor definição, é aquela que consegue, em poucas palavras, exprimir todo seu conteúdo.

R- O Sr. conseguiria dizer então, em poucas palavras, porque se especializou neste ramo?
DR. GUSTAVO - Sim, claro. Costumo dizer que não escolhi o Direito Familiar, mas fui escolhido por ele...

R- Poderia explicar melhor?
DR. GUSTAVO- Em poucas palavras? (risos)
DR. GUSTAVO- Me identifiquei com o ramo familiar ainda na faculdade. Eu pertencia ao escritório modelo, que era uma espécie de consultoria estudandil gratuita à população, e após os atendimentos recebia muitos elogios indiretos das pessoas que nos procuravam. Sabe quando alguém te diz que você nasceu para aquilo? É difícil ouvir isto e não se influenciar.

R- E que elogios eram estes? O que um advogado precisa para ser bom nesta área?
DR. GUSTAVO- Para ser bom em qualquer área o fundamental é o conhecimento. Sem ele não se vai a lugar algum. Mas o Direito Familiar tem suas peculiaridades. Em primeiro lugar, desculpe o trocadilho, mas acho que uma boa estrutura familiar é indispensável. Sou filho de uma família muito bem estruturada, o que me propicia ouvir calmamente os problemas dos outros sem entrar neles ou deixar que entrem na minha vida particular. O que precisa para ser bom? Calma, serenidade, firmeza de propósistos e de caráter, raciocínio não linear e uma certa dose de frieza...

R- Raciocínio não linear?
DR. GUSTAVO- Sim, quando se trata de Direito de Família, pode-se atingir o objetivo de maneira mais rápida e eficaz por um caminho diverso, um atalho, portanto o tipo de advogado que costuma achar que “dois mais dois são sempre quatro” não tem o perfil do profissional familar....na minha opinião, claro!

R- Não parece conflitante “uma boa estrutura familiar” e um advogado que promove separações e divórcios...quer dizer, os filhos das famílias de seus clientes jamais serão bons advogados familiares?
DR. GUSTAVO- Ótima pergunta. Em primeiro lugar discordo de que nós promovemos separações e divórcios. Nós participamos da questão legal. Dos processos. Sãos as pessoas que se conhecem, se apaixonam, se casam, tem filhos e se separam, não necessariamente nesta ordem. (risos)
DR. GUSTAVO-...nós somos apenas instrumentos. Acho que um filho de uma destas famílias pode muito bem vir a ser um advogado melhor do que eu. Uma família de pais separados pode muito bem ser uma família estruturada, assim como um homem e uma mulher casados há 20, 30 anos podem gerar, vivendo juntos, filhos problemáticos. A estrutura não está no convívio, está nas pessoas, no seu intelecto, na soma de seus emocionais. Não tenho o menor receio em patrocinar tanto o homem quanto a mulher numa questão familiar, por mais complexa que seja.
(pausa)
DR. GUSTAVO- Costumo dizer que “um mau casal é um ônus social”

R- Ônus social?
DR. GUSTAVO- Sim, quem já não testemunhou uma briga de casal? Diz o ditado que “em briga de marido e mulher ninguém mete a colher”, mas o ditado esqueceu a segunda parte: a sociedade! As pessoas que não tem nada com isso. Quantas vezes você acordou no meio da noite com uma briga no apartamento ao lado, ou para acolher uma amiga que brigou com o marido e saiu de casa. Pior, quantas vezes vemos em crianças indefesas problemas psicológicos graves que se desenvolvem justamente devido ao ambiente que era para protegê-las...Um mau casal é um ônus social, sem dúvida, fazem mal um ao outro, aos filhos e à sociedade. Tem pessoas que não tem absolutamente nada a ver uma com a outra e estão casadas por alguma fatalidade do destino. É este casamento, esta união, a causa de diversos males sociais.

R- Mudando de assunto, existe mesmo uma família moderna? Fala-se muito hoje em dia sobre a nova família brasileira.
DR. GUSTAVO- Se a Sra. acha que hoje há uma nova sociedade brasileira, diferente dá que havia há 10,20 30 anos é porque há uma nova família também. Uma coisa regula a outra e ambas dependem da estrutura do país, econômica e socialmente falando. Pergunte às pessoas, por curiosidade, qual a primeira visão que tem quando ouvem o vocábulo família. Muitas vão dizer que é o pai sentando na cabeceira da mesa de jantar, com a mãe à sua direita e os filhos de banho tomado prontos para a ceia. Outras vão dizer que é o padrasto ausente porque trabalha demais e não tem tempo para comer em casa; a mãe chegando ou saindo apressada, colocando um congelado no microondas e os filhos(irmãos por parte de pai ou mãe) comendo diante da televisão.

R- É, realmente a segunda situação é mais comum hoje em dia...
DR. GUSTAVO- Mas não era há 10, 15 anos atrás...veja bem, não quero emitir nenhum juízo de valor sobre o que é certo ou errado. Tenho minhas opiniões pessoais, mas como advogado que atua na área familiar sou completamente imparcial e isento. Sou profissional. Não julgo as pessoas. As aceito como são. Esta é outra qualidade essencial ao advogado de vara de família, ou advogado familiar como costumo chamar. As pessoas não te procuram para ouvir seus conceitos sobre o certo e o errado, seus juízos de valores ou suas opiniões pessoais, elas te procuram porque tem um problema e porque querem vê-lo resolvido. E eu estou ali para resolver o problema.

R- O Sr. viu algo engraçado ou mesmo chocante neste ramo delicado no qual atua?
DR. GUSTAVO- Olha, posso te dizer que já vi coisas que até Deus duvidaria, mas que irão morrer comigo devido ao sigilo que a ética da minha profissão exige. Desculpe por não poder ilustrar sua entrevista com algum “causo” engraçado ou ridículo, mas, para mim, a intimidade das pessoas não é brincadeira.

R- Claro. Entendo a posição do Sr. Por fim, algum conselho ou dica para quem queira se separar ou esteja envolvido em algum litígio familiar?
DR. GUSTAVO- Diz o sábio ditado popular que se conselho fosse bom não se dava, se vendia. E concordo em gênero, número e grau com ele. Pois não é exatamente “vender conselhos” o que fazemos quando alguém nos consulta? De certa forma sim. O que posso deixar como “conselho” para as pessoas nesta situação é que procurem um advogado com experiência e conhecimento no ramo familiar para fazer uma consulta formal. E que paguem por ela, pois quando pagamos por um serviço temos o direito de exigir qualidade, seriedade e compromisso do prestador do serviço. É muito comum as pessoas se consultarem “socialmente” com parentes, amigos ou mesmo profissionais de outras áreas que sabem porque ouviram dizer... e aí o barato sai caro, acabam numa situação pior do que a inicial, gastando muito mais.

R- Obrigado, Dr. Gustavo, acho que os leitores puderam conhecer um pouco do seu perfil como advogado familiar.
DR. GUSTAVO- Eu é que agradeço. Aproveito a oportunidade para dizer que meu site na internet entrará no ar em breve, e que as pessoas poderão esclarecer suas dúvidas através do PÁTRIO PODER.



- Seja bem vindo ao primeiro site de Direito de Família para pessoas com qualquer nível de conhecimento jurídico do Brasil, desde 1997 online ao lado da população brasileira!



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Dr. Gustavo Bassini Schwartz, Advogado (OABES 7157), 1º Pres. do IBDFAM/ES, Atual Vice- Presidente Nacional da Ass. Bras. de Advogados de Família, Coordenador do site.

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