Algumas imagens dizem tudo. Uma amiga, no Louvre-Fr., ao deparar-se com este belo quadro de Carracci há alguns anos atrás, escreveu-nos no Cartão Postal*: “É exatamente assim que me sinto em meu processo de divórcio. Meu filho, assustado no colo, meu ex-marido; a mulher dele; as pessoas ao alto dando palpites e formada a tempestade. Preciso de ajuda, não vou conseguir sozinha.”
À época, já trabalhando com Consultoria Familiar há alguns anos, não consegui pensar em outra forma de ajudar esta amiga à não ser sendo seu advogado. E então vem o dilema: Aprendi que num trabalho profissional, os sentimentos particulares, as emoções devem ser postas de lado. Nas salas de aula sempre me referi ao exemplo do cirurgião que vai fazer uma operação de alto risco em seu melhor amigo: "Se ele lembrar quem está ali e reviver, por um segundo que seja, os bons momentos juntos, se uma emoção qualquer lhe tirar a concentração, este médico, talvez o melhor de sua especialidade, pode cometer um erro fatal, e então não terá correspondido à confiança de seu amigo que lhe entregou a vida!”. Os advogados são cientistas, e, a exemplo de outros profissionais, tornam-se tão técnicos, tão estudiosos que acabam por esquecer a linguagem comum, o português coloquial e perdem a sensibilidade para questões afetivas do dia-a-dia.
Como então ser técnico sem deixar de ser humano? Como ser profissional e ao mesmo tempo gente? O que eu posso fazer, além de ser um mero advogado, para, com toda a experiência que adquiri nestes anos, corresponder à suplica não apenas daquela minha amiga, mas de todas as pessoas que me abordarem?
Não sei se é muito, não sei se é suficiente, mas acho que, com este site, e com a forma como foi feito, para as pessoas comuns, leigas em assuntos jurídicos, tentei resolver meus conflitos e talvez, quem sabe, ajudá-lo a resolver os seus. Ajude-me a mantê-lo no ar, funcionando, com suas críticas, com seu voto em nossas enquetes, com sua participação, pois eu também não vou conseguir sozinho.
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Outras motivações do site:
Imagine-se diante de um estranho contanto aspectos de sua intimidade. Imaginou? Pois bem, a maioria das pessoas também não. Mas é exatamente isto que se faz diante de um advogado familista. Este profissional precisa coletar dados de sua vida privada para levar ao conhecimento do juiz que irá julgar a ação judicial. Isto é um processo constrangedor para ambas as partes, muitas vezes doloroso do ponto de vista psicológico e certamente nada agradável. Você precisa de ajuda e o advogado está ali para ajudá-lo.
Da idéia de amenizar este constrangimento, de aparar estas arestas, surgiu o site que ora te apresentamos. O Direito de Família, que nasceu batizado como "Pátrio Poder", teve seu nome alterado em função do novo Código Civil, que suprimiu esta expressão. Por esta razão nosso site não tem aquele aspecto FORMAL dos outros sites jurídicos. Nossa idéia é dar-lhe uma navegação amena, simples, rápida e descomplicada. Na home page do Direto de Família, qualquer um pode ter acesso a informações importantes sem se expor. Veja:
Em Direito de Família você tem dois formulários de consulta disponíveis. Uma gratuita (Quero saber mais) e outra paga (Consulta Sigilosa). Em ambas, você não precisa se identificar, podendo colocar um apelido e um e-mail de rede (hotmail, mailcity, etc.), ou até mesmo o e-mail de um amigo(a), para que a resposta não seja recebida/vista por pessoas indesejáveis. Assim, por exemplo, se uma mulher deseja se consultar sobre separação judicial e não quer correr o risco do marido saber da consulta, basta preencher o formulário com a opção correta e pronto. Nem mesmo o advogado consultado sabe quem ela é.
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O PARTO: Assim, para registro, nosso site nasceu da vontade de estar próximo o suficiente das pessoas para não deixar de ser uma delas; e longe o bastante para evitar que tal posição ideológica possa trair o sentimento que nos motivou!
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Você quer ter sua história contada em nosso site? Quer que outras pessoas aprendam com seu erro? Quer passar experiência de vida? Então clique aqui.
*Apesar de não termos divulgado o nome da autora da mensagem no Cartão Postal, houve autorização da mesma para reproduzir parte do seu texto.
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